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A Independência e o liberalismo

Hoje, dia 07 de Setembro de 2021, estamos comemorando mais um ano de independência do país. Mas
independência do quê? Em 1822, nesta mesma data, foi quando Dom Pedro declarou que o Brasil não
seria mais colônia da Coroa Portuguesa. Isso significou que, a partir daquele momento, não precisaríamos
pagar mais tributos ao Reino Português, tampouco seguir suas vontades.


A independência do Brasil não foi um fenômeno que ocorreu pontualmente, senão um processo de uma
série de lutas de 322 anos de colonização até o grito às margens do Ipiranga. Também resultado de um
longo processo libertário mundial, movimentos visto nos Estados Unidos (1776), na Revolução Francesa
(1789 – 1799), Independência do Haiti (1804) e Inconfidência Mineira (1789). Esse movimento foi fruto do
iluminismo, que pregava a liberdade de expressão e de culto, a noção que homens nasciam livres e iguais
e que seus direitos como pessoas predominavam sobre os direitos divinos invocados pelos reis a fim de
manter seus privilégios.


A partir da independência, podemos acompanhar uma revolução no sistema financeiro brasileiro, antes
feudo e depois capitalismo. Também, avanço na ciência, pois as faculdades, bibliotecas, laboratórios que
já existiam na Europa só poderiam chegar ao Brasil se deixássemos de ser colônia.


É indiscutível que a independência trouxe avanços para o país, ainda que neste caminho até aqui passamos
por algumas dificuldades (governos corruptos, ditaduras e interesses pessoais acima de interesses
coletivos). Alguns dizem que nossa democracia está em risco, mas eu acredito que nunca foi tão sólida,
veja hoje, por exemplo, as pessoas saírem nas ruas com o direito de se manifestar. Ainda que eu não
concorde com muitas ideias, acredito que todos têm o direito de defender o que quiser, afinal, a liberdade
que nos trouxe até aqui é a mesma que precisamos seguir com.


As principais ideias iluministas que influenciaram a inconfidência mineira jamais podem ser esquecidas:

  • Fim do colonialismo;
  • Fim do absolutismo;
  • Substituição da monarquia pela República;
  • Liberdade econômica (liberalismo);
  • Liberdade religiosa, de pensamento e expressão.

Para mim, não resta dúvida que o caminho do progresso brasileiro deve passar pelo liberalismo: doutrina
baseada na defesa da liberdade individual, nos campos econômico, político, religioso e intelectual, contra
as ingerências e atitudes coercitivas do poder estatal. Nesta data, gostaria que refletissem se nosso país
caminha para ideias e pensamentos liberais ou para o absolutismo: sistema político de governo em que os
dirigentes assumem poderes sem limitações ou restrições.